quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Funcionários do metrô entram em greve

20/10/2010 - Bom Dia DF

Cento e cinquenta mil pessoas que dependem do transporte devem contar com apenas 30% dos trens. DFTrans colocou 190 ônibus extras para tentar diminuir o impacto da paralisação.

A quarta-feira (20) começa com paralisação dos funcionários do metrô. Com isso, apenas 30% dos trens devem circular, conforme determina a lei, e os 150 mil usuários diários desse meio de transporte devem encontrar dificuldades para se deslocar. 

Os metroviários esperavam avançar nas negociações com a direção do metrô, mas foram surpreendidos com um recuo nas propostas já aprovadas no último domingo. Por isso, cerca de 50 metroviários participaram da assembleia, ontem, na Praça do Relógio, em Taguatinga. A decisão foi unânime, e a greve foi decretada por tempo indeterminado. 

A decisão se arrastava desde a semana passada. Dos dez itens de reivindicação, a direção do metrô teria aceitado três: convocação dos concursados; redução da jornada dos pilotos de 40 para 30 horas semanais e compra de equipamentos para os seguranças.

A empresa, no entanto, voltou atrás e os metroviários resolveram paralisar as atividades. “Esperamos, agora, que a negociação se dê com representantes legítimos da empresa. De forma que, o eventual acordo que possa ser feito seja respeitado na íntegra”, fala o diretor do Sindmetrô, Israel Almeida Pereira. 

A greve segue por tempo indeterminado. Para quem precisa do transporte todos os dias, a paralisação é uma dor de cabeça. “Vai ser prejudicial para a população. Vai virar um caos, todo mundo vai depender só de ônibus”, opina um passageiro. 

Manhã de dificuldades 

A situação em Samambaia essa manhã estava complicada. O primeiro metrô passou pelo local às 6h15. Em Ceilândia, as paradas estavam lotadas e os ônibus muito cheios. Como foram colocados cem ônibus a mais das empresas Pioneira e Planeta, as ruas ficaram com longas filas. 

Na estação da Praça do Relógio, em Taguatinga, o movimento era tranquilo no começo da manhã. Os passageiros que chegavam para embarcar eram informados pelos seguranças sobre a greve e que apenas seis trens estão circulando, o que causa uma grande espera. O primeiro trem, que normalmente passa na estação da Praça do Relógio às 6h05, hoje passou às 6h26. 

O DFTrans colocou cem ônibus extras das viações Planeta e Pioneira para reforçar a frota em Ceilândia, Taguatinga e Águas Claras – onde há estações do metrô. Outros 90 ônibus extras vão dar suporte aos passageiros de Samambaia e do Guará. 

Segurança 

Por telefone, o chefe de departamento de Operações do Metrô, José Soares de Paiva, informou ao Bom Dia DF que estão sendo tomadas todas as medidas para garantir a segurança dos usuários do sistema. “Estamos observando que essa segurança está sendo mantida e o metrô não vai parar. Continuamos operando com seis trens, de forma a garantir o mínimo de serviço à população”, afirma. 

Com a paralisação, o intervalo entre a Rodoviária do Plano Piloto e a estação de Águas Claras é de 15 minutos. Das pontas Ceilândia e Samambaia, o intervalo é de 30 minutos entre um trem e outro. 

Aline Barcellos / Wilson Sousa

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