sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Metrô volta aos trilhos

22/10/2010 - Correio Braziliense

Após uma longa reunião mediada pelo Ministério Público do Trabalho, membros da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) e do Sindicato dos Metroviários (SindMetrô-DF) firmaram um acordo. Difícil foi convencer os trabalhadores a votar pelo fim da greve, que entraria no terceiro dia hoje. Na assembléia de ontem à noite, na Praça do Relógio, em Taguatinga, pairou a indecisão. Entretanto, ao fim das negociações, a votação apontou 90% à favor do fim da grave, e 10% contra. Assim, os 160 mil usuários diários do transporte voltam a ter todos os trens à disposição a partir de hoje.

Uma das principais reivindicações dos metroviários era a convocação dos cerca de 200 aprovados em concurso público cuja validade expiraria no dia 25 deste mês. Contudo, o sindicato se contentou com a convocação de 90 - referentes ao cadastro de reserva. Serão 40 vagas para piloto e 50 para agente de estação. "Foi contratado todo o cadastro de reserva. Queríamos ir além, mas o Ministério Público entendeu que seria uma medida ilegal", justificou o secretário de Assuntos Jurídicos do SindMetrô, Anderson Munhoz Ferreira.

De acordo com a Companhia do Metropolitano, a reunião serviu para esclarecer pontos que ainda geravam dúvidas, mas não houve alterações significativas nas propostas. Ponto de contradição entre o sindicato e o Metrô, uma possível redução salarial foi amplamente discutida durante o encontro. A empresa afirma ter deixado claro, durante a audiência, que não há intenção de diminuir os salários com a redução da carga horária de 40h para 30h semanais. Como anteriormente divulgado pelo Metrô, a nova carga horária de trabalho, a partir de 1º de novembro, terá caráter experimental por 90 dias, sem encolhimento da remuneração. Uma modificação nos salários será avaliada por uma comissão ao fim do prazo de três meses.

"A reunião de hoje (ontem) se resume a um compromisso, que tem valor. Nós avançamos em várias questões, como o plano de carreira", afirmou o diretor de Saúde do Trabalho do SindiMetrô, Luciano Soares Costa. "A ideia inicial do Metrô era implantar um novo plano, que foi construído de forma unilateral e iria trazer muitos prejuízos para a categoria. Ele previa a unificação de cargos, mas só vai ser aplicado quando tiver o registro legal no Ministério do Trabalho e Emprego", esclareceu o coordenador geral do sindicato, Israel Almeida Pereira. O Metrô-DF se comprometeu a criar comissões de estudo para avaliar as demais reivindicações da pauta dos metroviários que ficaram pendentes.

Movimento

Os usuários encontraram as estações cheias ontem, mas, segundo a assessoria de imprensa do Metrô, a situação era semelhante à de dias normais. A empresa informou ainda que não houve registros de confusão, nem problemas em nenhuma estação. A reportagem do Correio esteve na Estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto. Às 18h, a plataforma estava abarrotada de gente, entretanto, o fluxo entre os vagões de diferentes regiões administrativas era de 15 em 15 minutos. Entre trens que faziam um mesmo trajeto, o tempo de espera do usuário era de 30 minutos.

Para amenizar os transtornos com a falta de trens, o Transporte Urbano do DF (DFTrans) colocou 240 ônibus a mais circulando em Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Samambaia e Guará. Os carros paravam em frente às estações e, nos horários de pico, saíam lotados.

Preparados para mais um dia de transtorno, os usuários do metrô deram prioridade, ontem, a carros e ônibus em vez de pegar os trens. Com isso, o movimento nas estações foi bem menor do que no primeiro dia. Além disso, quem insistiu em ir para o trabalho de metrô, saiu mais cedo, na tentativa de amenizar o atraso provocado pela demora do sistema. O Correio, mais uma vez, utilizou o meio de transporte. Em Ceilândia Centro, às 8h, o movimento estava mais crítico. Um senhor que entrou em um vagão lotado chegou a ficar com o braço preso, mas não se feriu.

Atrasos

Mesmo com a situação mais tranquila ontem, muita gente ficou revoltada. A babá Elma Macedo da Silva, 35 anos, moradora de Samambaia Sul, contou que, com o número reduzido de trens e funcionários, chegaria ao trabalho às 8h, com 1h de atraso. "Não tem ônibus daqui para o meu trabalho. Além disso, quando chegamos na estação, é um empurra-empurra. Essa falta de respeito que passamos é culpa do governo. Pago impostos e passagem. Quero dignidade. Acho que os funcionários têm todo o direito de se manifestar. O governo tem que garantir o metrô", protestou.

Não visão do coordenador do SindMetrô, Israel Almeida Pereira, a greve é um sacrifício para uma melhoria contínua do sistema. "Hoje estamos deficitários. Se não prepararmos o metrô para a população, não teremos quem preste os serviços. Dessa forma, o transtorno será contínuo", disse. Israel também afirmou que 25% das estações estão sem segurança. "É preciso chamar os concursados", completou.

O Metrô-DF alegou, por meio da assessoria de imprensa, que poderia esgotar o cadastro reserva de aprovados no concurso de 2009, mas que não há dinheiro para chamar todos os aprovados. O processo de seleção expira no próximo dia 25. A empresa ressaltou que a greve é apenas de pilotos, enquanto o sindicato insiste que o movimento engloba todos os funcionários. Os dois lados participaram de uma audiência no Ministério Público do trabalho às 14h de ontem e terão outra sessão no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na próxima segunda-feira.

Moradores pedem segurança

Cerca de 200 moradores percorreram ontem as ruas do Itapoã, acompanhados de um carro de som e empunhando cartazes que pediam mais segurança. A manifestação ocorreu como repúdio ao assassinato do motorista de ônibus Elinaldo Ribas Pires, morto com um tiro na cabeça no coletivo que dirigia no último dia 12. Familiares do motorista e de outras vítimas da violência na região também participaram do protesto. Quatro integrantes do grupo foram à Administração Regional do Itapoã pedir providências, enquanto o restante aguardou do lado de fora. De acordo com Mírian Santana, uma das líderes do movimento, foi entregue um documento com pedido de aumento do policiamento ostensivo. Segundo ela, representantes da administração se comprometeram a entregar o documento ao administrador.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Movimento nas estações do metrô é menos intenso no segundo dia de greve

21/10/2010 - Correio Braziliense

Movimento nas estações começou tranquilo no segundo dia de greve

O movimento nas estações do metrô neste segundo dia de paralisação foi mais tranquilo. A reportagem do Correiovisitou três estações na manhã desta quinta-feira (21/10), e foi somente a partir das 8h que as filas começaram a se formar.

De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários (SindMetrô), Israel Almeida, seis, dos 19 trens, operam hoje. Ainda segundo o diretor, o sindicato fará uma nova assembleia à noite, com funcionários e empresários, intermediada pelo Ministério Público. "O sindicato está aberto à negociações, mas a empresa precisa entender que há défcit de funcionários, principalmente no setor de segurança das estações", argumenta Israel.

Até dezembro deste ano, está prevista a chegada de 12 novos trens, que passarão por uma fase de testes e devem estar disponíveis para a população até março de 2011. "Com a chegada dos novos veículos, o número de passageiros vai passar de 170 mil para mais de 300 mil. Não dá para atender toda essa demanda sem um aumento significativo de pessoal", diz Israel.

Reivindicações

Os metroviários pedem a redução da jornada de trabalho dos pilotos de 40 para 30 horas semanais. A categoria também exige a convocação dos cerca de 200 aprovados em concurso público cuja validade expira no dia 25 deste mês. Outra questão reivindicada pelos metroviários é um novo concurso para agente de segurança e piloto, para evitar terceirização dos bilheteiros, que está sendo investigado pelo Ministério Público.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Metroviários decidem manter paralisação pelo menos até amanhã

20/10/2010 - Correio Braziliense - Roberta Machado

Continua a greve dos metroviários nesta quinta-feira (21/10). A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Metroviários (SindMetro) em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (19/10), na Praça do Relógio, em Taguatinga.

Trabalhadores e patronato marcaram nova negociação para amanhã, que será mediada pelo Ministério Público do Trabalho. "Lá o Metrô não vai poder dizer uma coisa e depois negar. Vai ter que falar a verdade", avalia Anderson de Oliveira, diretor administrativo do SindMetro. "A coisa agora começa a evoluir. Talvez consigamos resolver essa pendência amanhã", prevê.

Metroviários se reunem novamente na noite de quinta em nova assembleia para votar a permanência da paralisação. O SindMetro ainda marcou uma reunião com o governador Rogério Rosso para a manhã de sexta-feira (22/10), na residência oficial de Águas Claras.

Reivindicações

Os metroviários pedem a redução da jornada de trabalho dos pilotos de 40 para 30 horas semanais. A categoria também exige a convocação dos cerca de 200 aprovados em concurso público cuja validade expira no dia 25 deste mês. Outra questão reivindicada pelos metroviários é um novo concurso para agente de segurança e piloto, para evitar terceirização dos bilheteiros, que está sendo investigado pelo Ministério Público.

Funcionários do metrô entram em greve

20/10/2010 - Bom Dia DF

Cento e cinquenta mil pessoas que dependem do transporte devem contar com apenas 30% dos trens. DFTrans colocou 190 ônibus extras para tentar diminuir o impacto da paralisação.

A quarta-feira (20) começa com paralisação dos funcionários do metrô. Com isso, apenas 30% dos trens devem circular, conforme determina a lei, e os 150 mil usuários diários desse meio de transporte devem encontrar dificuldades para se deslocar. 

Os metroviários esperavam avançar nas negociações com a direção do metrô, mas foram surpreendidos com um recuo nas propostas já aprovadas no último domingo. Por isso, cerca de 50 metroviários participaram da assembleia, ontem, na Praça do Relógio, em Taguatinga. A decisão foi unânime, e a greve foi decretada por tempo indeterminado. 

A decisão se arrastava desde a semana passada. Dos dez itens de reivindicação, a direção do metrô teria aceitado três: convocação dos concursados; redução da jornada dos pilotos de 40 para 30 horas semanais e compra de equipamentos para os seguranças.

A empresa, no entanto, voltou atrás e os metroviários resolveram paralisar as atividades. “Esperamos, agora, que a negociação se dê com representantes legítimos da empresa. De forma que, o eventual acordo que possa ser feito seja respeitado na íntegra”, fala o diretor do Sindmetrô, Israel Almeida Pereira. 

A greve segue por tempo indeterminado. Para quem precisa do transporte todos os dias, a paralisação é uma dor de cabeça. “Vai ser prejudicial para a população. Vai virar um caos, todo mundo vai depender só de ônibus”, opina um passageiro. 

Manhã de dificuldades 

A situação em Samambaia essa manhã estava complicada. O primeiro metrô passou pelo local às 6h15. Em Ceilândia, as paradas estavam lotadas e os ônibus muito cheios. Como foram colocados cem ônibus a mais das empresas Pioneira e Planeta, as ruas ficaram com longas filas. 

Na estação da Praça do Relógio, em Taguatinga, o movimento era tranquilo no começo da manhã. Os passageiros que chegavam para embarcar eram informados pelos seguranças sobre a greve e que apenas seis trens estão circulando, o que causa uma grande espera. O primeiro trem, que normalmente passa na estação da Praça do Relógio às 6h05, hoje passou às 6h26. 

O DFTrans colocou cem ônibus extras das viações Planeta e Pioneira para reforçar a frota em Ceilândia, Taguatinga e Águas Claras – onde há estações do metrô. Outros 90 ônibus extras vão dar suporte aos passageiros de Samambaia e do Guará. 

Segurança 

Por telefone, o chefe de departamento de Operações do Metrô, José Soares de Paiva, informou ao Bom Dia DF que estão sendo tomadas todas as medidas para garantir a segurança dos usuários do sistema. “Estamos observando que essa segurança está sendo mantida e o metrô não vai parar. Continuamos operando com seis trens, de forma a garantir o mínimo de serviço à população”, afirma. 

Com a paralisação, o intervalo entre a Rodoviária do Plano Piloto e a estação de Águas Claras é de 15 minutos. Das pontas Ceilândia e Samambaia, o intervalo é de 30 minutos entre um trem e outro. 

Aline Barcellos / Wilson Sousa

Alstom entrega o primeiro de 12 novos trens para o Metrô de Brasília

30/06/2010 - Alstom

Menos de um ano após o início da fabricação correspondente ao contrato para o fornecimento de 12 novos trens para o Metrô de Brasília, bem como a modernização de seu sistema de sinalização, a Alstom entrega o primeiro trem para o Metrô DF. 

O primeiro trem ficará em fase de testes em Brasília e será liberado para operação após o mês de julho. Os 12 trens são compostos de 4 carros Metropolis cada um. Os trens em aço inoxidável oferecem um acesso mais fácil aos passageiros, com adequações específicas aos portadores de necessidades especiais. Eles também estão equipados com painéis luminosos indicando as estações. Os trens estão sendo fabricados na unidade da Alstom localizada no bairro da Lapa, em São Paulo, que emprega 850 pessoas. 

Além do material rodante, a Alstom está equipando os novos trens com um sistema de sinalização para operação automática (ATO, automatic train operation), que também será instalado na frota dos 20 trens usados atualmente, bem como ao longo de toda a linha (47 km) e nas 29 estações. “A Alstom está muito orgulhosa em poder contribuir para um projeto desta importância para Brasília, que está completando seus 50 anos com planejamento para o futuro. Graças aos novos trens e ao sistema de sinalização, o metrô da capital federal será capaz de transportar mais de 300.000 passageiros diariamente”, reforça Ramon Fondevila, Diretor Geral do Setor Transporte da Alstom Brasil. 

Com cerca de 2 milhões e meio de habitantes, Brasília é conhecida por sua arquitetura planejada e amplos espaços. Seu sistema de metrô transporta, em média, 160.000 pessoas por dia. O investimento na rede está sendo feito para atender à crescente demanda de transporte de passageiros da região. 

Sobre a Alstom 

Promotora da mobilidade sustentável, a Alstom desenvolve e comercializa a mais completa gama de sistemas, equipamentos e serviços no setor ferroviário. A Alstom gerencia todos os seus sistemas de transporte, material rodante, sinalização e infraestrutura e oferece soluções “turnkey”. O setor Transporte da Alstom está presente em cerca de 60 países e emprega em torno de 27.000 pessoas. 


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Metroviários decidem paralisar as atividades nesta quarta após assembleia

19/10/2010 - Correio Braziliense

Após assembleia, realizada na noite desta terça-feira (19/10), na Praça do Relógio, em Taguatinga, os metroviários decidiram pela greve. A categoria vai paralisar as atividades a partir da 0h desta quarta-feira (20/10). O serviço será feito com apenas 30% do quadro efetivo.

A decisão foi unânime entre os 300 dos 1.200 servidores que participaram da assembleia. A categoria havia adiado a greve por duas vezes, após duas reuniões. Segundo a categoria, há a falta de posicionamento da empresa.

A categoria deve permanecer em concentração na Praça do Relógio, em Taguantiga, a partir das 6h desta quarta-feira. Conforme o andamento das negociações com governo e Metrô, novas assembleias para definir o futuro da paralisação devem ser marcadas ao longo do dia.

Reivindicações
Os metroviários pedem a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais. A categoria também exige a convocação dos cerca de 200 aprovados em concurso público cuja validade expira no dia 25 deste mês.

Resposta
Em nota à imprensa, o Metrô-DF alegou que há avanços no processo de negociação com os metroviários e considera a greve inoportuna e irresponsável.

Confira a nota na íntegra
Considerando os avanços no processo de negociação e o claro compromisso desta Empresa com a missão de sanar divergências nas relações de trabalho, entendemos ser irresponsável e totalmente inoportuna a paralisação das atividades metroviárias, provocada pelo SindMetrô-DF.

Tal atitude representa prejuízo incalculável à população do Distrito Federal e encerra o diálogo entre a Empresa e os metroviários. Com a decisão de dar início à greve, ficam retiradas as propostas efetuadas à categoria, cabendo exclusivamente à Justiça do Trabalho a decisão sobre a legalidade do movimento.

Até o momento, o Sindicato dos Metroviários do DF vinha obtendo, por parte da Direção do Metrô-DF, uma demonstração inequívoca do propósito de manter aberto o diálogo. Tanto é assim que, dentro dos limites orçamentários e legais impostos pelo momento atual, a Companhia propôs à categoria, depois de discutir exaustivamente o assunto:

- Convocação até o próximo dia 25 de todos os aprovados que constam no cadastro reserva para os cargos de Agente de Estação e de Piloto, em que pese já ter convocado três vezes o número de vagas disponíveis no edital;
- Implantação da jornada de 30 horas para os pilotos, em caráter experimental, durante 90 dias, contados a partir de 1º de novembro, sem redução salarial;
- Aguardar a decisão definitiva do Tribunal Superior do Trabalho acerca do processo relativo ao retorno dos metroviários às bilheterias;

Para minimizar os efeitos da greve, haverá reforço de 190 ônibus nas áreas atendidas pelo Metrô-DF a partir desta quarta-feira (20).

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Raio em Águas Claras prejudica circulação de trens do metrô

18/10/2010 - Correio Braziliense

Por conta de um raio que caiu em Águas Claras, os trens do metrô vão operar em número menor no fim da tarde desta segunda-feira (18/10). A descarga elétrica queimou um equipamento na saída do pátio, onde os veículos ficam recolhidos.

De acordo com a assessoria do Metrô-DF o equipamento será substituído, mas enquanto isso, os trens que deveriam circular no horário de pico, onde a demanda pelo transporte é maior, vão ficar retidos. Durante a tarde, quando menos pessoas utilizam o transporte, o número de trens em circulação é reduzido.

Metroviários adiam greve para a próxima quarta-feira

18/10/2010 - Correio Braziliense

A categoria pode suspender a paralisação se houver um acordo com a direção do Metrô durante reunião nesta segunda

Os metroviários decidiram adiar, novamente, a paralisação. A decisão ocorreu em assembleia realizada no domingo (17/10), e foi motivada por uma reunião de sexta-feira (15/10), em que a direção do Metrô-DF e um representante do governo discutiram pontos de reivindicação com a categoria. De acordo com o diretor de saúde do trabalhador do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetro), Luciano Costa, apenas três pontos puderam ser discutidos na sexta e, por isso, a empresa pediu que os outros setes fossem debatidos durante uma outra reunião nesta segunda-feira (18/10) às 14h.

Por conta dessa reunião, a categoria decidiu adiar a greve para a meia noite de quarta-feira (20/10). Na última sexta, foram discutidos três pontos, entre eles, a contratação do aprovados no concurso público de 2009, criação de uma comissão para fazer o levantamento de funcionários do Metrô e a criação de um novo edital para concurso público no 1º semestre de 2011. "Como a pauta é extensa e tem dez reivindicações, ficaram sete para serem debatidas na reunião de hoje", afirma.

Após a discussão com o Metrô e o governo, os metroviários se reunirão nesta terça-feira (19/10), às 20h, na Praça do Relógio, para decidir se decretam ou não a greve. "Caso não haja avanço nas negociações, a categoria vai optar pela greve. Mas vamos garantir os 30% do efetivo e da frota funcionando. Não queremos prejudicar a população", explica Luciano.

Segundo Luciano Costa, a paralisação é motivada, principalmente, devido à urgência da necessidade da nomeação dos concursados para o quadro de servidores da empresa. "Nossas reivindicações são uma forma de oferecer mais segurança e qualidade no serviço prestado à população", garante o diretor de saúde do trabalhador do Sindmetro.

Atualmente, o Metrô é utilizado por mais de 150 mil usuários diariamente e, de acordo com o Sindicato, a expectativa é de que no próximo ano o número dobre.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Greve do metrô é adiada

14/10/2010 - Bom Dia DF - Aline Barcellos / Almir de Queiroz

A paralisação estava prevista para começar nesta quinta-feira, dia 14. Mas o sindicato não comunicou a direção do Metrô/DF, com o prazo de 72 horas. A próxima assembleia está marcada para domingo.

A expectativa era de que a greve fosse anunciada na assembleia dessa quarta-feira (13). Mas, por causa do feriado, a direção do Metrô/DF não recebeu do sindicato o documento que avisa sobre a paralisação. A lei determina que a empresa seja notificada com 72 horas de antecedência. 

“É uma nova oportunidade para se ter uma nova negociação, junto ao Metrô/DF e GDF”, afirma o coordenador do Sindimetrô Israel Almeida Pereira 

Uma das reivindicações dos metroviários é a redução da jornada de trabalho dos pilotos, de 40 para 30 horas semanais. E ainda a contratação dos aprovados no concurso do ano passado. 

Os metroviários disseram que na semana que vem apenas 30% dos trens vão funcionar para que os passageiros não fiquem totalmente sem o transporte. Mas para os 160 mil passageiros que usam o metrô todos os dias, a notícia da greve não foi nada agradável. 

“Vai ficar complicado”, diz uma mulher. “Eu preciso do metrô para ir trabalhar e estudar”, destaca um rapaz. “Se com todos os trens já é terrível, imagina com apenas 30%”, enfatiza uma jovem. 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Metroviários ameaçam entrar em greve

13/10/2010 - DFTV 2ª Edição

Funcionários do metrô se reúnem na noite desta quarta-feira (13) para decidir quando será paralisação. Após 15 dias em greve, bancos privados voltam a abrir as portas nesta quinta-feira.

Metroviários fazem assembleia na noite desta quarta-feira (13), na Praça do Relógio, em Taguatinga, para decidir sobre a greve. A direção do metro disse que só foi informada sobre essa possível greve na tarde de hoje e que a considera abusiva. 

No último domingo, os metroviários já tinham decidido pela paralisação. A assembleia é para decidir se a greve acontece amanhã ou depois. De acordo com o Sindicato, a tendência é de que a greve seja adiada para a próxima segunda-feira. O Sindicato informou também que a lei será respeitada e que 30% dos funcionários continuarão trabalhando durante a paralisação. 

A principal reivindicação é a convocação dos aprovados em concurso público no ano passado. A direção do metro disse que estuda essas convocações. 

Bancos privados voltam a abrir as portas nesta quinta-feira (14) 

Depois de 15 dias em greve. Os bancários aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos, que ofereceu, em média, 7,5% de reajuste salarial. Os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal fazem assembleia na noite desta quarta-feira. 

Luísa Doyle

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Greve dos metroviários começa nesta quinta-feira

11/10/2010 - Jornal Coletivo  - Rafael Mouad

A greve foi decidida por 130 representantes da categoria em assembléia

Os metroviários param, na quinta-feira, em busca de melhorias de condições de trabalho. Sindicato diz que 30% da frota vai rodar
Foto: Dênio SimõesOs metroviários param, na quinta-feira, em busca de melhorias de condições de trabalho. Sindicato diz que 30% da frota vai rodar

Os metroviários da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) paralisarão os serviços a partir da próxima quinta-feira, prejudicando cerca de 160 mil usuários em todo o DF. A decisão foi tomada durante assembleia realizada, na noite de ontem (10), na Praça do Relógio, em Taguatinga, quando cerca de 130 representantes da categoria decidiram cruzar os braços em busca de melhores condições de trabalho.

De acordo com funcionários do Metrô-DF, a decisão de paralisar os serviços aconteceu na semana passada, após nova tentativa frustrada de reunião com a presidência da companhia. É o que relatou o integrante da direção do Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô-DF), Anderson Oliveira. “As reivindicações na melhoria das condições de trabalho já vinham sendo feitas desde 2008. Existem questões, desde administrativas, quanto a própria segurança da população que utiliza o metrô. Mas como o órgão e o próprio GDF não estão trabalhando ao lado dos funcionários, a categoria decidiu pela paralisação como último recurso”.

Segundo o diretor-geral do Sindmetrô-DF, Israel Almeida Pereira, o número de usuários do metrô deverá aumentar mais de 90% até março de 2011. “O próprio site eletrônico do Metrô-DF informou que o número de usuários passaria de 160 mil para cerca de 300 mil até março do próximo ano. Atualmente, o número de funcionários não é suficiente para atender a população. Caso as melhorias não sejam feitas, a população sofrerá com um serviço precário pela demanda dos usuários em relação à necessidade dos usuários”. O Sindmetrô-DF garante 30% da frota funcionando.