segunda-feira, 23 de abril de 2018

Obras do metrô interditam parte do Eixo W Sul

22/04/2018 - Destak

Processo é necessário para que colunas de sustentação do solo sejam instaladas; serão quatro interdições parciais no trecho da 110/111 até 29 de junho

Uma parte do Eixo W Sul - na altura das quadras 110/111 - vai ficar interditada a partir desta segunda-feira (23). A ação é necessária para dar continuidade às obras da passagem subterrânea da Estação 110 Sul do metrô. Até o dia 29 de junho ao menos quatro intervenções parciais serão feitas para a instalação das colunas de sustentação no solo. 

De acordo com a diretora-técnica da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), Daniela Diniz, a interdição parcial só é possível por causa do método adotado: o invertido. Ela explica que a técnica para execução de obras subterrâneas permite o avanço das escavações sem a interdição total das faixas do Eixo W.

"O Metrô pretende causar o menor impacto possível à população evitando que os veículos fiquem impedidos de passar pela região enquanto durar a escavação do túnel."

As obras Estação 110 Sul começaram ainda na década de 1990, mas foram paralisadas em seguida. Após conseguir um financiamento de mais de R$ 18 milhões da União, o governo de Brasília retomou a construção do espaço. Cerca de 2,5 mil pessoas serão beneficiadas com a abertura da nova estação.











quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Modernização do metrô vai diminuir tempo de espera em estações

16/01/2018 - Agência Brasília 

O repasse do Ministério das Cidades inclui a construção de duas estações em Samambaia

Com o sinal verde do Ministério das Cidades para a liberação de recursos, a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô) deve investir R$ 112.645.622,13 para modernizar o sistema de sinalização e controle da Linha 1. O ramal liga a área central de Brasília a Ceilândia e Samambaia. Como contrapartida, o GDF aportará R$ 16.366.468,33 para as melhorias técnicas, que permitirão diminuir o intervalo entre um trem e outro — hoje de 3 minutos e 35 segundos de segunda a sexta em horários de pico.

O investimento  abrange a substituição de componentes obsoletos e melhorias de comunicação entre os trens e o centro de controle e do sistema elétrico, como os mecanismos de proteção contra quedas de energia e a revitalização de subestações retificadoras de energia (que recebem a energia em alta tensão e a rebaixam para baixa tensão).

Uma vez licitadas, as alterações serão aplicadas ao longo dos 42 quilômetros de trilhos. Elas serão executadas nas madrugadas, quando os trens não rodam.

Esta será a primeira grande modernização desde o início da construção do Metrô-DF, na década de 1990. “O nosso desafio será a logística de implementação das melhorias, com a linha em operação e sem que o usuário seja afetado”, destaca a diretora técnica da empresa pública, Daniela Diniz.

Ao todo, serão destinados pelo Ministério das Cidades ao DF R$ 289,2 milhões — R$ 275,5 milhões para o Metrô-DF e R$ 13,8 milhões para a construção de um viaduto entre a Estrada Parque Indústria Gráfica (Epig) e o Parque da Cidade.

Expansão
O repasse do Ministério das Cidades inclui a construção de duas estações em Samambaia. Tecnicamente chamadas de Estação 35 e Estação 36, elas custarão R$ 186.562.045,19. Desse total, R$ 162.894.792,05 se referem ao dinheiro da União e R$ 23.667.253,14 à contrapartida do governo de Brasília.

A Estação 35 ficará próximo à Quadra 111 de Samambaia, onde estão uma escola classe e uma feira livre. A Estação 36 será instalada na Quadra 117, nas proximidades da Vila Olímpica Rei Pelé e do Centro de Atenção Integral à Criança (Caic) Ayrton Senna.

Um trecho plano entre a Estação 33, a última construída em Samambaia, e a Estação 35 ficará reservado à implementação da futura Estação 34. Ela não está prevista na expansão anunciada nesta semana e sairá do papel quando houver mais adensamento urbano na região.

As duas estações a serem erguidas contarão com elementos de acessibilidade, como rampas, piso tátil, aviso sonoro, escadas rolantes e elevadores. O projeto também considera estacionamento, paraciclos e ciclovia próximo ao muro de vedação (que separa os trilhos da área pública). A ideia é urbanizar as imediações da linha para evitar, entre outros problemas, a ocupação irregular do espaço.

Para comportar a ampliação do sistema, deverão ser construídas mais três subestações retificadoras de energia em Samambaia. Hoje, o Metrô-DF tem 15 unidades dessas em funcionamento em todos os ramais. O projeto engloba ainda a criação de dois viadutos rodoviários, de um viaduto ferroviário e de passarelas de pedestres.

Liberação de recursos
O aporte dos recursos pelo Ministério das Cidades se iniciou em 2013, com a abertura de carta-consulta pelo governo federal. À época, o DF foi uma das unidades da Federação vencedoras do processo, e o projeto inscrito considerava a ampliação dos três trechos do metrô (Asa Norte, Ceilândia e Samambaia).

No entanto, por questões orçamentárias, o Executivo federal solicitou que a expansão fosse desmembrada. Diante da crise econômica nacional, não seria mais possível destinar recursos suficientes para os três ramais.

Assim, a linha laranja foi priorizada em função de critérios técnicos, como a maior extensão de via, menor custo por quilômetro e localização em área de expansão urbana e imobiliária. A ampliação dos outros dois ramais depende da disponibilidade de recursos do governo federal.

Investimentos
Em 2015, o Metrô-DF conseguiu a aprovação de toda a documentação técnica na Caixa Econômica, agente financeira do governo federal na operação. Essa medida garantiu a destinação ao DF dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade, do Ministério das Cidades.

Desde 2016, é cumprida uma programação de investimentos no sistema metroviário. No orçamento de 2017, por exemplo, estavam previstos R$ 192,7 milhões, que não se concretizaram pois dependiam de operações de crédito e de repasses da União.

Enquanto o dinheiro federal não é liberado, o governo do DF obteve recursos do Banco do Brasil para a modernização do metrô. Em abril de 2017, foram destinados, aproximadamente, R$ 19 milhões para a execução dos contratos da Linha 1.

O GDF busca recursos para concluir as estações inacabadas e sem atender à população desde 1992 – ano do início da construção.

Ainda neste semestre, as obras de finalização começam nas estações 106 Sul, 110 Sul e Estrada Parque. Também haverá licitação para adequar a Estação Arniqueiras, terceira com o maior fluxo de passageiros e que ainda não tem escadas rolantes.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Estação do Metrô do DF começa a funcionar à base de energia solar

22/10/2017 - Diário do Transporte

Estação Solar Guariroba, em Ceilândia, será totalmente sustentável, com placas fotovoltaicas, que convertem a luz solar em energia elétrica.

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) lançou nesta 6ª feira (20/10) a primeira estação com captação de energia solar da América Latina.

A Estação Solar Guariroba, em Ceilândia, será totalmente sustentável, com placas fotovoltaicas, que convertem a luz solar em energia elétrica.

O Sistema de Energia Solar Fotovoltaica (SESFV) conta com 578 painéis, com capacidade de gerar 288 mil kWh (quilowatts-hora) por ano, energia suficiente para suprir as necessidades de consumo da Estação Guariroba.

Apesar da pequena quantidade de energia gerada, os excedentes serão utilizados em outras partes do controle metroviário de Brasília.

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O projeto pretende diversificar a matriz energética do Metrô-DF e servirá para subsidiar novas implantações em outras unidades operacionais. A estimativa é de uma economia média de R$ 150 mil na conta de energia.

A primeira fase do projeto possui outras três plantas de energia solar planejadas para instalação até 2019, com outras duas estações solares de passageiros (Samambaia Sul e Feira) e uma Usina Solar com capacidade instalada de 3,5 MW no Centro Operacional da Companhia. Estas estações poderão gerar cerca de 5 MW de energia, cerca de 33% da demanda contratada pela Companhia, atualmente de 15 MW por mês ao custo de R$ 3,5 milhões.

O  presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, garantiu que somente as três estações solares – Guariroba, Samambaia Sul e Feira – poderão produzir energia equivalente ao consumo de 10 estações de passageiros. A meta é gerar até 5 MW de energia solar, representando uma economia superior a R$ 1 milhão/mês na conta de energia elétrica, principal insumo para a operação dos metrôs.

As placas fotovoltaicas possuem garantia de eficiência de 25 anos. Os recursos financeiros para a estação Guariroba fazem parte do projeto de modernização de energia da empresa, com contrato de financiamento entre o Governo de Brasília e o Banco do Brasil.

Outras estações de metrô no mundo que já têm placas fotovoltaicas são Milão, Nova Iorque e Nova Deli.

METRÔ DO CHILE FUNCIONARÁ COM 60% DE ENERGIA RENOVÁVEL:

Conforme noticiamos em agosto passado, no dia 11, em 2018 o sistema de metrô de Santiago, um dos maiores da América Latina, comprará 60% de sua energia de projetos solares e eólicos. No deserto do Atacama, no norte do Chile, um dos melhores ambientes do mundo para a geração solar, a SunPower Corp., com base na Califórnia, produzirá 42% da energia do sistema de metrô a partir de uma usina solar de 100 megawatt, usando 254.000 painéis que cobrem uma área correspondente a 370 campos de futebol. Um parque eólico recentemente construído, ao norte do projeto solar, fornecerá 18% da eletricidade do sistema. Relembre:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Bilhetes de 2 e 10 vão perder a validade em metrô e trem

18/10/2017 - Metro Jornal


Bilhetes de 2 e 10 vão perder a validade em metrô e trem
Nilson Carvalho/Agência Brasília

Bilhetes de 2 e 10 vão perder a validade em metrô e trem

Você ainda tem múltiplos de 2 e 10 passagens em papel do Metrô e do trem? Mesmo não sendo vendidos há 11 anos, os bilhetes podem estar guardados, em alguma gaveta…

Então, é melhor usar. A Secretaria de Transportes Metropolitanos publicou resolução ontem no Diário Oficial determinando que, daqui a 29 dias – 30 a partir de ontem –, eles não valerão mais.

A STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos) explicou que a decisão foi tomada devido à baixa utilização dos bilhetes.

Desde maio de 2006, quem usa muito Metrô e trem pode comprar o chamado Bilhete Fidelidade, que permite cargas de 8, 20 ou 50 viagens. Quanto maior o número carregado, maior o desconto concedido em cada viagem para o passageiro.   

sábado, 23 de setembro de 2017

Energia solar proporciona economia no metrô no Distrito Federal

20/09/2017 - Revista Ferroviária

O sol e a tecnologia serão responsáveis a partir de outubro por todo o sistema de energia das bilheterias, plataformas e iluminação da Estação Guariroba, no Distrito Federal. A informação do diretor-presidente do Metrô-DF surpreendeu boa parte do público da 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, na tarde de quarta-feira (20/09/2017), na Universidade Paulista (UNIP), na Rua Vergueiro, número 1.211, Paraíso, São Paulo.

Segundo Marcelo Dourado, a aquisição de placas fotovoltáicas para a cobertura da estação em Ceilândia custou cerca de R$ 1 milhão. As matérias-primas foram importadas e a montagem feita por uma empresa paulista, vencedora de uma licitação.

“Ganhamos prêmio da Organização das Nações Unidas há 4 meses com esse projeto. Da energia gerada, 32% vai para a estação e o restante fica como crédito para pagar a conta de luz de todo o sistema”, comentou o gestor.

O Metrô-DF atende 200 mil pessoas diariamente, ao longo de seus 44 quilômetros de extensão. A conta de luz do sistema é de R$ 3 milhões/mês. De acordo com Dourado, a recuperação do investimento em Guariroba ocorrerá em quatro anos e meio, um sinal evidente de economia a médio e longo prazo que beneficiará todo o transporte de passageiros sobre trilhos da cidade.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sem funcionários, passageiros andam de graça em metrô no DF

16/08/2017 - Correio Braziliense

Vicente Nunes

A situação de penúria do Metrô do Distrito Federal é gritante. Não há funcionários sequer para cobrar as passagens. Assim, os passageiros passam livremente pelas roletas em várias estações, como na 108 Sul.


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Fotos: Marcelo Ramos/ Especial para o CBPress

Com a falta de bilheteiros, os problemas de caixa do Metrô só se agravam. A empresa, controlada pelo Governo do Distrito Federal, é muito deficitária. O rombo de caixa é coberto, todos os anos, pelos contribuintes.

Metro2

O interessante é que a maioria dos passageiros, em vez de ficar feliz por não pagar passagens, se indigna. Ninguém consegue acreditar como o Metrô chegou a tal situação. Os passageiros relatam ainda que os trens, por falta de manutenção, têm parado constantemente, atrasando viagens e resultando em superlotação.

É inaceitável que o governo deixe um meio de transporte tão moderno e eficiente se deteriorar tanto. Não por acaso, os engarrafamentos em Brasília estão se tornando insuportáveis. Não há como deixar o carro em casa sem a garantia de que o transporte público vá funcionar de forma eficiente.

domingo, 18 de junho de 2017

Documentação incompleta faz GDF perder R$ 415 milhões para transporte

18/06/2017 - Metrópoles

Felipe Menezes/Metrópoles

Ministério das Cidades afirma que GDF perdeu prazo. Dinheiro seria usado para compra de trens, VLTs e conclusão de estações de metrô

Larissa Rodrigues

Com problemas estruturais e gigantescos gargalos no transporte público, o Distrito Federal ainda se dá ao luxo de desperdiçar dinheiro que poderia amenizar o transtorno de quem depende do sistema de ônibus e metrô diariamente. O governo federal liberou R$ 415 milhões para o GDF comprar 10 trens para a Linha 1 do Metrô-DF — que atende Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Guará e Plano Piloto —, 10 veículos leves sobre trilhos (VLTs) e concluir as obras das estações das quadras 104, 106 e 110 Sul.

No entanto, esse dinheiro não chegará aos cofres públicos da capital porque o governo local não entregou a papelada a tempo. O prazo expirou e não há mais como conseguir os recursos. “Era um conjunto grande de empreendimentos selecionados há mais de um ano, mas alguns entes federados não conseguiram apresentar a documentação necessária para a contratação. Foi o que ocorreu com esses empreendimentos do Governo do Distrito Federal”, afirmou o Ministério das Cidades ao Metrópoles.

Ainda de acordo com a pasta, os valores seriam repassados da seguinte maneira: R$ 220 milhões para comprar os trens, R$ 120 milhões para os VLTs e outros R$ 75 milhões para as obras das estações metroviárias.

Secretaria contesta informações do Ministério

Questionada sobre a perda dos recursos federais, a Secretaria de Mobilidade negou que o GDF tenha cometido falhas. A pasta alega que enviou toda a documentação necessária e culpa a Caixa Econômica Federal (CEF) pelo entrave.

“O Governo do Distrito Federal esclarece que entregou toda a documentação e projetos necessários para a contratação de crédito junto à Caixa Econômica Federal (agente financeiro que valida o processo antes da liberação de recursos), em 26 de agosto de 2015. Tratou, também, de atualizar as certidões em dois outros momentos daquele ano: agosto e novembro. Desde então, não houve resposta da Caixa sobre a análise da documentação”, afirmou a secretaria, por meio de nota.

Caixa contesta informações do GDF

A Caixa, por sua vez, afirmou ao Metrópoles que a papelada apresentada pelo GDF estava incompleta. Em novembro de 2015, foi entregue parte da documentação técnica de engenharia necessária para a análise preliminar do empreendimento. Contudo, era preciso complementar o material para finalizar a análise técnica e a operação poder ser aprovada. No período decorrido entre a solicitação dos documentos complementares e a apresentação pelo GDF, a análise venceu”, informou o banco.

Sem os R$ 415 milhões, o GDF pode ver naufragar a tentativa de ampliar a malha subterrânea pouco mais de uma semana após sonhar com a retomada do projeto. No último dia 6, a Companhia do Metropolitano anunciou a reabertura do processo de licitação para estudos de expansão da Linha 1.

A empresa pretendia destinar R$ 497 mil para análise estrutural, investigações geológicas e geotécnicas das obras. Na ocasião, o Metrô afirmou que as construções seriam iniciadas com a liberação de recursos do Ministério das Cidades. Agora, o futuro do empreendimento está incerto.

Delação premiada

A expansão do metrô voltou ao noticiário quando foram tornadas públicas as delações premiadas de executivos da Andrade Gutierrez. Segundo Rodrigo Ferreira Lopes da Silva, ex-diretor da empreiteira, antes mesmo de ser eleito, em 2006, o então candidato ao GDF José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje PR) procurou a empresa para pedir propina. Arruda teria pedido R$ 500 mil e como contrapartida ofereceu um “cardápio” de grandes obras para a Andrade Gutierrez tocar.

Os empreendimentos incluíam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Aeroporto e a W3 Sul; a Avenida Interbairros, que ligaria o Setor Policial Sul a Samambaia; o Contorno Rodoviário de Brasília; uma adutora na bacia do Rio São Bartolomeu; o Bus Rapid Transport (BRT) da EPTG, que funcionaria em Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras e Guará; o BRT Sul, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto; e a ampliação do metrô para Ceilândia, Samambaia e o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). No entanto, apenas as duas últimas foram executadas, ainda que parcialmente, no caso do metrô.

Já o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice Tadeu Filippelli (PMDB) teriam recebido R$ 8 milhões em propina para garantir à Andrade Gutierrez as obras do BRT Sul, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto. No último dia 23, a Polícia Federal prendeu  Arruda, Agnelo e Filippelli, na Operação Panatenaico, que investiga desvios nas obras do Mané Garrincha. No entanto, todos já estão em liberdade.