quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sem funcionários, passageiros andam de graça em metrô no DF

16/08/2017 - Correio Braziliense

Vicente Nunes

A situação de penúria do Metrô do Distrito Federal é gritante. Não há funcionários sequer para cobrar as passagens. Assim, os passageiros passam livremente pelas roletas em várias estações, como na 108 Sul.


Metro1
Fotos: Marcelo Ramos/ Especial para o CBPress

Com a falta de bilheteiros, os problemas de caixa do Metrô só se agravam. A empresa, controlada pelo Governo do Distrito Federal, é muito deficitária. O rombo de caixa é coberto, todos os anos, pelos contribuintes.

Metro2

O interessante é que a maioria dos passageiros, em vez de ficar feliz por não pagar passagens, se indigna. Ninguém consegue acreditar como o Metrô chegou a tal situação. Os passageiros relatam ainda que os trens, por falta de manutenção, têm parado constantemente, atrasando viagens e resultando em superlotação.

É inaceitável que o governo deixe um meio de transporte tão moderno e eficiente se deteriorar tanto. Não por acaso, os engarrafamentos em Brasília estão se tornando insuportáveis. Não há como deixar o carro em casa sem a garantia de que o transporte público vá funcionar de forma eficiente.

domingo, 18 de junho de 2017

Documentação incompleta faz GDF perder R$ 415 milhões para transporte

18/06/2017 - Metrópoles

Felipe Menezes/Metrópoles

Ministério das Cidades afirma que GDF perdeu prazo. Dinheiro seria usado para compra de trens, VLTs e conclusão de estações de metrô

Larissa Rodrigues

Com problemas estruturais e gigantescos gargalos no transporte público, o Distrito Federal ainda se dá ao luxo de desperdiçar dinheiro que poderia amenizar o transtorno de quem depende do sistema de ônibus e metrô diariamente. O governo federal liberou R$ 415 milhões para o GDF comprar 10 trens para a Linha 1 do Metrô-DF — que atende Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Guará e Plano Piloto —, 10 veículos leves sobre trilhos (VLTs) e concluir as obras das estações das quadras 104, 106 e 110 Sul.

No entanto, esse dinheiro não chegará aos cofres públicos da capital porque o governo local não entregou a papelada a tempo. O prazo expirou e não há mais como conseguir os recursos. “Era um conjunto grande de empreendimentos selecionados há mais de um ano, mas alguns entes federados não conseguiram apresentar a documentação necessária para a contratação. Foi o que ocorreu com esses empreendimentos do Governo do Distrito Federal”, afirmou o Ministério das Cidades ao Metrópoles.

Ainda de acordo com a pasta, os valores seriam repassados da seguinte maneira: R$ 220 milhões para comprar os trens, R$ 120 milhões para os VLTs e outros R$ 75 milhões para as obras das estações metroviárias.

Secretaria contesta informações do Ministério

Questionada sobre a perda dos recursos federais, a Secretaria de Mobilidade negou que o GDF tenha cometido falhas. A pasta alega que enviou toda a documentação necessária e culpa a Caixa Econômica Federal (CEF) pelo entrave.

“O Governo do Distrito Federal esclarece que entregou toda a documentação e projetos necessários para a contratação de crédito junto à Caixa Econômica Federal (agente financeiro que valida o processo antes da liberação de recursos), em 26 de agosto de 2015. Tratou, também, de atualizar as certidões em dois outros momentos daquele ano: agosto e novembro. Desde então, não houve resposta da Caixa sobre a análise da documentação”, afirmou a secretaria, por meio de nota.

Caixa contesta informações do GDF

A Caixa, por sua vez, afirmou ao Metrópoles que a papelada apresentada pelo GDF estava incompleta. Em novembro de 2015, foi entregue parte da documentação técnica de engenharia necessária para a análise preliminar do empreendimento. Contudo, era preciso complementar o material para finalizar a análise técnica e a operação poder ser aprovada. No período decorrido entre a solicitação dos documentos complementares e a apresentação pelo GDF, a análise venceu”, informou o banco.

Sem os R$ 415 milhões, o GDF pode ver naufragar a tentativa de ampliar a malha subterrânea pouco mais de uma semana após sonhar com a retomada do projeto. No último dia 6, a Companhia do Metropolitano anunciou a reabertura do processo de licitação para estudos de expansão da Linha 1.

A empresa pretendia destinar R$ 497 mil para análise estrutural, investigações geológicas e geotécnicas das obras. Na ocasião, o Metrô afirmou que as construções seriam iniciadas com a liberação de recursos do Ministério das Cidades. Agora, o futuro do empreendimento está incerto.

Delação premiada

A expansão do metrô voltou ao noticiário quando foram tornadas públicas as delações premiadas de executivos da Andrade Gutierrez. Segundo Rodrigo Ferreira Lopes da Silva, ex-diretor da empreiteira, antes mesmo de ser eleito, em 2006, o então candidato ao GDF José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje PR) procurou a empresa para pedir propina. Arruda teria pedido R$ 500 mil e como contrapartida ofereceu um “cardápio” de grandes obras para a Andrade Gutierrez tocar.

Os empreendimentos incluíam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Aeroporto e a W3 Sul; a Avenida Interbairros, que ligaria o Setor Policial Sul a Samambaia; o Contorno Rodoviário de Brasília; uma adutora na bacia do Rio São Bartolomeu; o Bus Rapid Transport (BRT) da EPTG, que funcionaria em Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras e Guará; o BRT Sul, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto; e a ampliação do metrô para Ceilândia, Samambaia e o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). No entanto, apenas as duas últimas foram executadas, ainda que parcialmente, no caso do metrô.

Já o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice Tadeu Filippelli (PMDB) teriam recebido R$ 8 milhões em propina para garantir à Andrade Gutierrez as obras do BRT Sul, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto. No último dia 23, a Polícia Federal prendeu  Arruda, Agnelo e Filippelli, na Operação Panatenaico, que investiga desvios nas obras do Mané Garrincha. No entanto, todos já estão em liberdade.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Metrô reabre licitação para estudos de expansão da Linha 1

07/06/2017 - Metrópoles

Ideia é avaliar a construção de duas estações em Ceilândia, duas em Samambaia e uma na Asa Norte. No entanto, não há previsão para as obras

João Gabriel Amador

A Companhia do Metropolitano anunciou a reabertura do processo de licitação para estudos de expansão da Linha 1 do Metrô-DF. A empresa destinará R$ 497 mil para análise estrutural, investigações geológicas e geotécnicas para as obras.

“As obras de expansão compreendem 6,6 km de via e construção de cinco novas estações, sendo duas em Ceilândia; com 2,3 km de via; duas em Samambaia, com 3,7 km de via; e 800 metros na Asa Norte (Área Central até as proximidades da Galeria do Trabalhador)”, informou a companhia, em nota.

Conforme publicado no Diário Oficial do DF de segunda-feira (6/6), as empresas interessadas em prestar o serviço devem encaminhar os envelopes com as propostas até 20 de junho. O contrato terá vigência de seis meses.

Apesar do novo passo, a expansão das linhas ainda não tem uma data definida. Segundo o Metrô-DF, “não há previsão para o início das obras, que dependem de liberação de recursos do Ministério das Cidades”.

Obras pendentes

Além da expansão, o Metrô-DF planeja finalizar projetos já iniciados, caso das estações 104, 106 e 110 Sul. A empresa argumenta que aguarda repasse de recursos pelo governo federal para lançar o edital de licitação.

No caso das estações da Estrada Parque e Onoyama, o processo ainda está em fase inicial. Os projetos preveem a instalação de polos comerciais, ainda em fase de estudo, e deverão ser concluídos por meio de uma concessão pública.

Mais próxima de ser concretizada, a reforma da Estação Arniqueiras conta com edital de licitação para contratação de empresa responsável pela obra. O Metrô-DF também assinou contratos para modernização da telefonia, radiotelefonia, sonorização e sistema de transmissão de dados.

Por fim, deve sair do papel, ainda neste ano, o Sistema de Energia Solar Fotovoltaica na Estação Guariroba. O Metrô-DF informou que contratou a empresa para aquisição, montagem e instalação do equipamento que, segundo a companhia, deve começar a funcionar em outubro.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Gasto com manutenção cai, e falhas no metrô do DF disparam em 2016

04/02/2017 - G1 DF

Levantamento exclusivo do G1 mostra que problemas 'notáveis' em vagões aumentaram 14,86% entre 2015 e 2016. Verba caiu quase pela metade no período; 'mudanças de contrato', diz diretor.

Gasto com manutenção cai, e falhas no metrô do DF disparam em 2016 Gasto com manutenção cai, e falhas no metrô do DF disparam em 2016

Por G1 DF

Com a passagem mais cara de todo o país, o metrô do Distrito Federal teve os serviços interrompidos por pelo menos 54 vezes em 2016. Relatório obtido com exclusividade pelo G1 revela que o número de "incidentes notáveis" – quando os vagões param por mais de 15 minutos em horário de pico, ou 20 minutos em horário normal – aumentou 14,89% em relação a 2015.

Ao mesmo tempo, o investimento em manutenção foi reduzido quase pela metade. Em 2015, foram 47 incidentes notáveis, e o Metrô empregou R$ 99 milhões na manutenção. Em 2016, o valor usado para o mesmo tipo de serviço foi de "apenas" R$ 45 milhões.

Em entrevista ao G1, o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Carlos Alexandre da Cunha, admitiu o aumento de falhas significativas. Mas, segundo ele, a soma total de falhas teve redução de 25%. O diretor também afirmou a diminuição do valor gasto em manutenção não quer dizer "que o investimento foi menor”.

De acordo com gestor, a diferença entre os contratos para manutenção do metrô se deve ao fato "provavelmente dos contratos anteriores, que já estão sendo judicializados, apresentarem sobrepreço". "Nos contratos de agora, esse é um preço real", disse.

“Passamos por três transições de contrato. Quando se tira um grupo de empresas e coloca outras para gerenciar isso traz realmente um prejuízo. Além disso, nosso sistema é obsleto.”

Cunha diz ter "esperança" de que a situação melhore em 2017. Segundo ele, o Metrô do DF assinou quatro contratos no valor de R$ 20 milhões para investir na modernização dos sistemas de transmissão de dados, telefonia, rádio e sonorização – o que deverá, segundo ele, melhorar a prestação de serviço.

Apesar da previsão de Cunha, o metrô já apresentou falhas de longa duração em 2017. Na última quinta-feira (2), um problema deixou o serviço interrompido por 40 minutos. Segundo a direção, uma falha no sistema de transmissão de dados impediu o funcionamento regular nas estações Asa Sul e na região da Estrada Parque. Fora da área afetada, a estação Central teve o embarque suspenso.

Em janeiro, o sistema também apresentou problemas. Na manhã do dia 11, uma falha de sinalização provocou atraso no embarque de passageiros. Segundo a companhia, a situação ocorreu entre as estações Arniqueiras e Águas Claras, atrapalhando o fluxo de trens entre 7h e 8h.

Aumento da passagem

Desde 2 de janeiro deste ano, a passagem do metrô custa R$ 5 no DF. A tarifa subiu R$ 1 no primeiro dia útil de 2017, valor que corresponde a uma alta de 25%. O governo diz que o reajuste foi necessário para continuar custeando a gratuidade de estudantes e pessoas com deficiência. A mudança causou protestos de passageiros e de deputados.

Questionado se uma viagem de metrô "valeria" os R$ 5 pagos no DF, frente ao alto índice de problemas, o diretor disse que o preço do tíquete ajuda a diminuir o subsídio pago pelo governo. Segundo ele, o valor é decidido com base em uma “planilha de custos”.

Com 24 trens, o Metrô funciona entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h e 19h aos domingos e feriados. A média é de 170 mil passageiros por dia. O sistema tem 42,3 km de extensão e liga Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto. A estação com maior fluxo é a da Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 30 mil pessoas por dia.

sábado, 5 de novembro de 2016

Metrô lança edital para compra de painéis que informarão horário exato em que o trem chegará à estação

01/11/2016 -  Metrô-DF

A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) lançou, nesta terça-feira (1º), pregão eletrônico para compra de painéis digitais que informarão aos usuários o horário exato em que o trem chegará às estações. Nessa primeira etapa, serão instalados nas 14 estações com maior número de acessos, entre elas, Central e Galeria. A previsão de instalação dos equipamentos é no início de dezembro, por técnicos da Companhia. 

O sistema Sinalização Online (SO), totalmente desenvolvido por técnicos da Companhia, coleta os dados do sistema de sinalização (comunicação entre as vias e o centro de controle operacional) do Metrô-DF em tempo real (online), transmitindo os horários de chegadas dos trens para os usuários. Esse sistema é o primeiro produto desenvolvido no Laboratório de Inovação Metroferroviária do Metrô-DF. 

Em abril deste ano, um painel de destino dos trens foi instalado na plataforma da Estação Arniqueiras e serviu como teste por 60 dias, indicando o tempo de espera para quem estivesse no local. A medida é uma demanda antiga dos usuários do sistema metroviário. 

O presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, afirma que essa tecnologia existe em vários metrôs no mundo, e Brasília é a segunda unidade da federação a ter o sistema. “A instalação do painel na plataforma é a primeira de três etapas da Modernização do Sistema de Informação do Metrô-DF. Em um segundo momento, todas as áreas que envolvem operação, manutenção e gestão da empresa terão acesso aos painéis online. Com isso, será possível administrar e rastrear melhor incidentes, aprimorar o trabalho em equipes e monitorar atrasos”, destacou. 

Serviço: 

Pregão Eletrônico nº 20/2016 para aquisição de Solução de Infraestrutura de Sinalização Digital 

Data e horário para recebimento das propostas: 17 de novembro, às 10h 

O edital poderá ser conferido em www.metro.df.gov.br e www.comprasgovernamentais.gov.br

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Novidade no Metrô – DF: Passageiros vão saber quanto tempo para a chegada do trem


20/04/2016 - Fato Online

O Metrô de Brasília apresenta, a partir desta quarta-feira (20), uma novidade que deve surpreender muita gente, embora por enquanto só vá funcionar na Estação Arniqueiras. O usúário vai poder saber o tempo exato que os trens levarão para chegar. 

Ainda em fase de testes, sistema de sinalização on-line desenvolvido pela Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) indicará os minutos de espera por meio de painel eletrônico instalado na plataforma de embarque e desembarque. 

Até o fim do ano, mais nove estações deverão oferecer o sistema: Central, Galeria, 112 Sul, Shopping, Guará, Águas Claras, Praça do Relógio, Ceilândia Centro e Furnas. 

Critério 
De acordo com a titular da Diretoria Técnica do Metrô-DF, Daniela Diniz, Arniqueiras foi escolhida para o período de experiência por ter movimento semelhante no início da manhã e no fim da tarde, horários de pico. "Os usuários desta estação são os que mais procuram a Ouvidoria do Metrô-DF para sugerir e reclamar." 

No período, tanto servidores quanto passageiros poderão opinar sobre o funcionamento do sistema por meio da ouvidoria. Ao término da fase de testes, os comentários pertinentes serão aproveitados para aprimorar o serviço. A ouvidoria responderá a todos que entrarem em contato. 

Criação 

A ferramenta foi criada por oito servidores da Diretoria Técnica e da área de tecnologia da informação da empresa pública. Eles aproveitaram o programa de sinalização das vias usado para garantir, por exemplo, que os veículos não trafeguem no mesmo trilho em horários similares. Em parceria com uma empresa particular, que arcou com os custos do equipamento e da instalação, o Metrô-DF testará o painel por até 60 dias. 

Licitação 

A instalação dos painéis é a primeira de três etapas da modernização do sistema de informação do Metrô-DF. Na segunda, todas as áreas que envolvem operação, manutenção e gestão da empresa pública terão acesso aos painéis on-line. O objetivo é criar condições mais favoráveis ao trabalho das equipes para rastrear incidentes e monitorar atrasos. A última fase será o acesso da população por meio de aplicativo em tablets e em smartphones. 

O monitoramento do painel nessa fase de testes ficará a cargo da Diretoria Técnica. Após os 60 dias, a companhia lançará edital de licitação para adquirir equipamentos definitivos para as dez estações. O valor ainda está em análise. Depois, o serviço será expandido para todas as estações de Brasília.

Fonte: Fato Online
Publicada em:: 20/04/2016

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Defensoria Pública da União contesta plano de expansão do Metrô no DF

16/12/2015 -  G1 DF

A Defensoria Pública da União instaurou nesta segunda-feira (14) um processo administrativo contra o governo do Distrito Federal questionando a expansão das obras do Metrô em Ceilândia, Samambaia e na Asa Norte. Segundo o órgão, o projeto tem custo estimado em R$ 1 bilhão mas, enquanto isso, obras de cinco estações na Asa Sul e em Águas Claras seguem inacabadas. O governo tem 15 dias para responder aos questionamentos.

A Defensoria Pública afirma que, como os últimos projetos ficaram pela metade, não existe base de comparação para avaliar o contrato novo. Com isso, haveria margem para superfaturamento na obra, porque o Tribunal de Contas fica sem parâmetros para medir o impacto nos cofres públicos. O órgão também contesta a mudança de planos em relação ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que já tinha sido alvo de estudos anteriores.

A direção do Metrô afirmou à TV Globo nesta segunda que a conclusão das obras inacabadas depende da liberação de recursos e disse que os planos de expansão estão previstos em outra planilha de gastos. As contas são independentes, segundo a administração.

"Uma coisa não inviabiliza a outra, essas novas [obras] têm recursos garantidos, eu não posso tirar recursos dela para ir pras anteriores. Eu perderia completamente os recursos. Então, a gente tem que garantir aquilo que é certo, que é o da expansão, que já estava pactuado anteriormente", diz a diretora técnica do serviço, Daniela Diniz.

A depender das respostas apresentadas pelo GDF, a Defensoria Pública pode entrar com ação na Justiça pedindo "preferência" para as estações já iniciadas.

"Ele [o GDF] comete irresponsabilidade fiscal porque não pode ser iniciada uma nova obra sem, antes, terminar as que estão existentes. [...] O dinheiro público, por estar aqui parado, começa a se corroer. E, ao se corroer, o prejuízo é do cidadão", afirma o defensor público federal Kleber Vinícius Melo, autor dos questionamentos.

Pela metade

Cinco estações do Metrô que estavam em obras tiveram a construção interrompida e sofrem com o desgaste das estruturas inacabadas. São três na Asa Sul – nas quadras 104, 106 e 110 – e duas em Taguatinga, chamadas "Estrada Parque" e "Onoyama".

O Metrô diz aguardar a liberação de R$ 77 milhões em verbas federais para concluir as estações da Asa Sul. As de Taguatinga, segundo a companhia, dependem de parcerias com empresas privadas, que poderiam instalar lojas nas estações para garantir o retorno financeiro.


Linhas e estações do Metrô do Distrito Federal (Foto: Metrô-DF/Reprodução)
Linhas e estações do Metrô do Distrito Federal (Foto: Metrô-DF/Reprodução)
Em maio, o Metrô informou que esperava concluir, em 60 dias, o edital de licitação para terminar as três estações da Asa Sul. Entre as intervenções necessárias estão a finalização do acabamento, instalação de equipamentos e construção da passarela de pedestres ligando os Eixos W e L.

A assinatura da ordem de serviço, prevista para o segundo semestre deste ano, não ocorreu. As obras têm previsão de durar dois anos e, com isso, não há expectativa de operação nessas estações até, pelo menos, o início de 2018.

As paradas começaram a ser construídas junto com as demais, em 1991, mas não foram abertas na época por falta de demanda. A inauguração das três estações obedece a uma diretriz do Plano Diretor de Transporte Urbano.

Expansão

Enquanto esses projetos não saem do lugar, o governo planeja expansão do Metrô. Serão 6,6 quilômetros de trilhos em direção a duas novas estações em Ceilândia, duas em Samambaia e uma na Asa Norte. O custo previsto é de R$ 755 milhões, divididos entre os governos distrital e federal.

Atualmente, o Metrô do Distrito Federal tem 24 estações em operação e roda com 24 trens, transportando 150 mil passageiros diariamente. Em maio, a Câmara do DF aprovou projeto que autoriza o GDF a captar R$ 737,1 milhões para comprar 10 trens e aumentar a capacidade em até 100 mil passageiros.