segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Estação do Metrô do DF começa a funcionar à base de energia solar

22/10/2017 - Diário do Transporte

Estação Solar Guariroba, em Ceilândia, será totalmente sustentável, com placas fotovoltaicas, que convertem a luz solar em energia elétrica.

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) lançou nesta 6ª feira (20/10) a primeira estação com captação de energia solar da América Latina.

A Estação Solar Guariroba, em Ceilândia, será totalmente sustentável, com placas fotovoltaicas, que convertem a luz solar em energia elétrica.

O Sistema de Energia Solar Fotovoltaica (SESFV) conta com 578 painéis, com capacidade de gerar 288 mil kWh (quilowatts-hora) por ano, energia suficiente para suprir as necessidades de consumo da Estação Guariroba.

Apesar da pequena quantidade de energia gerada, os excedentes serão utilizados em outras partes do controle metroviário de Brasília.

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O projeto pretende diversificar a matriz energética do Metrô-DF e servirá para subsidiar novas implantações em outras unidades operacionais. A estimativa é de uma economia média de R$ 150 mil na conta de energia.

A primeira fase do projeto possui outras três plantas de energia solar planejadas para instalação até 2019, com outras duas estações solares de passageiros (Samambaia Sul e Feira) e uma Usina Solar com capacidade instalada de 3,5 MW no Centro Operacional da Companhia. Estas estações poderão gerar cerca de 5 MW de energia, cerca de 33% da demanda contratada pela Companhia, atualmente de 15 MW por mês ao custo de R$ 3,5 milhões.

O  presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, garantiu que somente as três estações solares – Guariroba, Samambaia Sul e Feira – poderão produzir energia equivalente ao consumo de 10 estações de passageiros. A meta é gerar até 5 MW de energia solar, representando uma economia superior a R$ 1 milhão/mês na conta de energia elétrica, principal insumo para a operação dos metrôs.

As placas fotovoltaicas possuem garantia de eficiência de 25 anos. Os recursos financeiros para a estação Guariroba fazem parte do projeto de modernização de energia da empresa, com contrato de financiamento entre o Governo de Brasília e o Banco do Brasil.

Outras estações de metrô no mundo que já têm placas fotovoltaicas são Milão, Nova Iorque e Nova Deli.

METRÔ DO CHILE FUNCIONARÁ COM 60% DE ENERGIA RENOVÁVEL:

Conforme noticiamos em agosto passado, no dia 11, em 2018 o sistema de metrô de Santiago, um dos maiores da América Latina, comprará 60% de sua energia de projetos solares e eólicos. No deserto do Atacama, no norte do Chile, um dos melhores ambientes do mundo para a geração solar, a SunPower Corp., com base na Califórnia, produzirá 42% da energia do sistema de metrô a partir de uma usina solar de 100 megawatt, usando 254.000 painéis que cobrem uma área correspondente a 370 campos de futebol. Um parque eólico recentemente construído, ao norte do projeto solar, fornecerá 18% da eletricidade do sistema. Relembre:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Bilhetes de 2 e 10 vão perder a validade em metrô e trem

18/10/2017 - Metro Jornal


Bilhetes de 2 e 10 vão perder a validade em metrô e trem
Nilson Carvalho/Agência Brasília

Bilhetes de 2 e 10 vão perder a validade em metrô e trem

Você ainda tem múltiplos de 2 e 10 passagens em papel do Metrô e do trem? Mesmo não sendo vendidos há 11 anos, os bilhetes podem estar guardados, em alguma gaveta…

Então, é melhor usar. A Secretaria de Transportes Metropolitanos publicou resolução ontem no Diário Oficial determinando que, daqui a 29 dias – 30 a partir de ontem –, eles não valerão mais.

A STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos) explicou que a decisão foi tomada devido à baixa utilização dos bilhetes.

Desde maio de 2006, quem usa muito Metrô e trem pode comprar o chamado Bilhete Fidelidade, que permite cargas de 8, 20 ou 50 viagens. Quanto maior o número carregado, maior o desconto concedido em cada viagem para o passageiro.   

sábado, 23 de setembro de 2017

Energia solar proporciona economia no metrô no Distrito Federal

20/09/2017 - Revista Ferroviária

O sol e a tecnologia serão responsáveis a partir de outubro por todo o sistema de energia das bilheterias, plataformas e iluminação da Estação Guariroba, no Distrito Federal. A informação do diretor-presidente do Metrô-DF surpreendeu boa parte do público da 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, na tarde de quarta-feira (20/09/2017), na Universidade Paulista (UNIP), na Rua Vergueiro, número 1.211, Paraíso, São Paulo.

Segundo Marcelo Dourado, a aquisição de placas fotovoltáicas para a cobertura da estação em Ceilândia custou cerca de R$ 1 milhão. As matérias-primas foram importadas e a montagem feita por uma empresa paulista, vencedora de uma licitação.

“Ganhamos prêmio da Organização das Nações Unidas há 4 meses com esse projeto. Da energia gerada, 32% vai para a estação e o restante fica como crédito para pagar a conta de luz de todo o sistema”, comentou o gestor.

O Metrô-DF atende 200 mil pessoas diariamente, ao longo de seus 44 quilômetros de extensão. A conta de luz do sistema é de R$ 3 milhões/mês. De acordo com Dourado, a recuperação do investimento em Guariroba ocorrerá em quatro anos e meio, um sinal evidente de economia a médio e longo prazo que beneficiará todo o transporte de passageiros sobre trilhos da cidade.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sem funcionários, passageiros andam de graça em metrô no DF

16/08/2017 - Correio Braziliense

Vicente Nunes

A situação de penúria do Metrô do Distrito Federal é gritante. Não há funcionários sequer para cobrar as passagens. Assim, os passageiros passam livremente pelas roletas em várias estações, como na 108 Sul.


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Fotos: Marcelo Ramos/ Especial para o CBPress

Com a falta de bilheteiros, os problemas de caixa do Metrô só se agravam. A empresa, controlada pelo Governo do Distrito Federal, é muito deficitária. O rombo de caixa é coberto, todos os anos, pelos contribuintes.

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O interessante é que a maioria dos passageiros, em vez de ficar feliz por não pagar passagens, se indigna. Ninguém consegue acreditar como o Metrô chegou a tal situação. Os passageiros relatam ainda que os trens, por falta de manutenção, têm parado constantemente, atrasando viagens e resultando em superlotação.

É inaceitável que o governo deixe um meio de transporte tão moderno e eficiente se deteriorar tanto. Não por acaso, os engarrafamentos em Brasília estão se tornando insuportáveis. Não há como deixar o carro em casa sem a garantia de que o transporte público vá funcionar de forma eficiente.

domingo, 18 de junho de 2017

Documentação incompleta faz GDF perder R$ 415 milhões para transporte

18/06/2017 - Metrópoles

Felipe Menezes/Metrópoles

Ministério das Cidades afirma que GDF perdeu prazo. Dinheiro seria usado para compra de trens, VLTs e conclusão de estações de metrô

Larissa Rodrigues

Com problemas estruturais e gigantescos gargalos no transporte público, o Distrito Federal ainda se dá ao luxo de desperdiçar dinheiro que poderia amenizar o transtorno de quem depende do sistema de ônibus e metrô diariamente. O governo federal liberou R$ 415 milhões para o GDF comprar 10 trens para a Linha 1 do Metrô-DF — que atende Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Guará e Plano Piloto —, 10 veículos leves sobre trilhos (VLTs) e concluir as obras das estações das quadras 104, 106 e 110 Sul.

No entanto, esse dinheiro não chegará aos cofres públicos da capital porque o governo local não entregou a papelada a tempo. O prazo expirou e não há mais como conseguir os recursos. “Era um conjunto grande de empreendimentos selecionados há mais de um ano, mas alguns entes federados não conseguiram apresentar a documentação necessária para a contratação. Foi o que ocorreu com esses empreendimentos do Governo do Distrito Federal”, afirmou o Ministério das Cidades ao Metrópoles.

Ainda de acordo com a pasta, os valores seriam repassados da seguinte maneira: R$ 220 milhões para comprar os trens, R$ 120 milhões para os VLTs e outros R$ 75 milhões para as obras das estações metroviárias.

Secretaria contesta informações do Ministério

Questionada sobre a perda dos recursos federais, a Secretaria de Mobilidade negou que o GDF tenha cometido falhas. A pasta alega que enviou toda a documentação necessária e culpa a Caixa Econômica Federal (CEF) pelo entrave.

“O Governo do Distrito Federal esclarece que entregou toda a documentação e projetos necessários para a contratação de crédito junto à Caixa Econômica Federal (agente financeiro que valida o processo antes da liberação de recursos), em 26 de agosto de 2015. Tratou, também, de atualizar as certidões em dois outros momentos daquele ano: agosto e novembro. Desde então, não houve resposta da Caixa sobre a análise da documentação”, afirmou a secretaria, por meio de nota.

Caixa contesta informações do GDF

A Caixa, por sua vez, afirmou ao Metrópoles que a papelada apresentada pelo GDF estava incompleta. Em novembro de 2015, foi entregue parte da documentação técnica de engenharia necessária para a análise preliminar do empreendimento. Contudo, era preciso complementar o material para finalizar a análise técnica e a operação poder ser aprovada. No período decorrido entre a solicitação dos documentos complementares e a apresentação pelo GDF, a análise venceu”, informou o banco.

Sem os R$ 415 milhões, o GDF pode ver naufragar a tentativa de ampliar a malha subterrânea pouco mais de uma semana após sonhar com a retomada do projeto. No último dia 6, a Companhia do Metropolitano anunciou a reabertura do processo de licitação para estudos de expansão da Linha 1.

A empresa pretendia destinar R$ 497 mil para análise estrutural, investigações geológicas e geotécnicas das obras. Na ocasião, o Metrô afirmou que as construções seriam iniciadas com a liberação de recursos do Ministério das Cidades. Agora, o futuro do empreendimento está incerto.

Delação premiada

A expansão do metrô voltou ao noticiário quando foram tornadas públicas as delações premiadas de executivos da Andrade Gutierrez. Segundo Rodrigo Ferreira Lopes da Silva, ex-diretor da empreiteira, antes mesmo de ser eleito, em 2006, o então candidato ao GDF José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje PR) procurou a empresa para pedir propina. Arruda teria pedido R$ 500 mil e como contrapartida ofereceu um “cardápio” de grandes obras para a Andrade Gutierrez tocar.

Os empreendimentos incluíam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Aeroporto e a W3 Sul; a Avenida Interbairros, que ligaria o Setor Policial Sul a Samambaia; o Contorno Rodoviário de Brasília; uma adutora na bacia do Rio São Bartolomeu; o Bus Rapid Transport (BRT) da EPTG, que funcionaria em Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras e Guará; o BRT Sul, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto; e a ampliação do metrô para Ceilândia, Samambaia e o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). No entanto, apenas as duas últimas foram executadas, ainda que parcialmente, no caso do metrô.

Já o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice Tadeu Filippelli (PMDB) teriam recebido R$ 8 milhões em propina para garantir à Andrade Gutierrez as obras do BRT Sul, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto. No último dia 23, a Polícia Federal prendeu  Arruda, Agnelo e Filippelli, na Operação Panatenaico, que investiga desvios nas obras do Mané Garrincha. No entanto, todos já estão em liberdade.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Metrô reabre licitação para estudos de expansão da Linha 1

07/06/2017 - Metrópoles

Ideia é avaliar a construção de duas estações em Ceilândia, duas em Samambaia e uma na Asa Norte. No entanto, não há previsão para as obras

João Gabriel Amador

A Companhia do Metropolitano anunciou a reabertura do processo de licitação para estudos de expansão da Linha 1 do Metrô-DF. A empresa destinará R$ 497 mil para análise estrutural, investigações geológicas e geotécnicas para as obras.

“As obras de expansão compreendem 6,6 km de via e construção de cinco novas estações, sendo duas em Ceilândia; com 2,3 km de via; duas em Samambaia, com 3,7 km de via; e 800 metros na Asa Norte (Área Central até as proximidades da Galeria do Trabalhador)”, informou a companhia, em nota.

Conforme publicado no Diário Oficial do DF de segunda-feira (6/6), as empresas interessadas em prestar o serviço devem encaminhar os envelopes com as propostas até 20 de junho. O contrato terá vigência de seis meses.

Apesar do novo passo, a expansão das linhas ainda não tem uma data definida. Segundo o Metrô-DF, “não há previsão para o início das obras, que dependem de liberação de recursos do Ministério das Cidades”.

Obras pendentes

Além da expansão, o Metrô-DF planeja finalizar projetos já iniciados, caso das estações 104, 106 e 110 Sul. A empresa argumenta que aguarda repasse de recursos pelo governo federal para lançar o edital de licitação.

No caso das estações da Estrada Parque e Onoyama, o processo ainda está em fase inicial. Os projetos preveem a instalação de polos comerciais, ainda em fase de estudo, e deverão ser concluídos por meio de uma concessão pública.

Mais próxima de ser concretizada, a reforma da Estação Arniqueiras conta com edital de licitação para contratação de empresa responsável pela obra. O Metrô-DF também assinou contratos para modernização da telefonia, radiotelefonia, sonorização e sistema de transmissão de dados.

Por fim, deve sair do papel, ainda neste ano, o Sistema de Energia Solar Fotovoltaica na Estação Guariroba. O Metrô-DF informou que contratou a empresa para aquisição, montagem e instalação do equipamento que, segundo a companhia, deve começar a funcionar em outubro.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Gasto com manutenção cai, e falhas no metrô do DF disparam em 2016

04/02/2017 - G1 DF

Levantamento exclusivo do G1 mostra que problemas 'notáveis' em vagões aumentaram 14,86% entre 2015 e 2016. Verba caiu quase pela metade no período; 'mudanças de contrato', diz diretor.

Gasto com manutenção cai, e falhas no metrô do DF disparam em 2016 Gasto com manutenção cai, e falhas no metrô do DF disparam em 2016

Por G1 DF

Com a passagem mais cara de todo o país, o metrô do Distrito Federal teve os serviços interrompidos por pelo menos 54 vezes em 2016. Relatório obtido com exclusividade pelo G1 revela que o número de "incidentes notáveis" – quando os vagões param por mais de 15 minutos em horário de pico, ou 20 minutos em horário normal – aumentou 14,89% em relação a 2015.

Ao mesmo tempo, o investimento em manutenção foi reduzido quase pela metade. Em 2015, foram 47 incidentes notáveis, e o Metrô empregou R$ 99 milhões na manutenção. Em 2016, o valor usado para o mesmo tipo de serviço foi de "apenas" R$ 45 milhões.

Em entrevista ao G1, o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Carlos Alexandre da Cunha, admitiu o aumento de falhas significativas. Mas, segundo ele, a soma total de falhas teve redução de 25%. O diretor também afirmou a diminuição do valor gasto em manutenção não quer dizer "que o investimento foi menor”.

De acordo com gestor, a diferença entre os contratos para manutenção do metrô se deve ao fato "provavelmente dos contratos anteriores, que já estão sendo judicializados, apresentarem sobrepreço". "Nos contratos de agora, esse é um preço real", disse.

“Passamos por três transições de contrato. Quando se tira um grupo de empresas e coloca outras para gerenciar isso traz realmente um prejuízo. Além disso, nosso sistema é obsleto.”

Cunha diz ter "esperança" de que a situação melhore em 2017. Segundo ele, o Metrô do DF assinou quatro contratos no valor de R$ 20 milhões para investir na modernização dos sistemas de transmissão de dados, telefonia, rádio e sonorização – o que deverá, segundo ele, melhorar a prestação de serviço.

Apesar da previsão de Cunha, o metrô já apresentou falhas de longa duração em 2017. Na última quinta-feira (2), um problema deixou o serviço interrompido por 40 minutos. Segundo a direção, uma falha no sistema de transmissão de dados impediu o funcionamento regular nas estações Asa Sul e na região da Estrada Parque. Fora da área afetada, a estação Central teve o embarque suspenso.

Em janeiro, o sistema também apresentou problemas. Na manhã do dia 11, uma falha de sinalização provocou atraso no embarque de passageiros. Segundo a companhia, a situação ocorreu entre as estações Arniqueiras e Águas Claras, atrapalhando o fluxo de trens entre 7h e 8h.

Aumento da passagem

Desde 2 de janeiro deste ano, a passagem do metrô custa R$ 5 no DF. A tarifa subiu R$ 1 no primeiro dia útil de 2017, valor que corresponde a uma alta de 25%. O governo diz que o reajuste foi necessário para continuar custeando a gratuidade de estudantes e pessoas com deficiência. A mudança causou protestos de passageiros e de deputados.

Questionado se uma viagem de metrô "valeria" os R$ 5 pagos no DF, frente ao alto índice de problemas, o diretor disse que o preço do tíquete ajuda a diminuir o subsídio pago pelo governo. Segundo ele, o valor é decidido com base em uma “planilha de custos”.

Com 24 trens, o Metrô funciona entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h e 19h aos domingos e feriados. A média é de 170 mil passageiros por dia. O sistema tem 42,3 km de extensão e liga Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto. A estação com maior fluxo é a da Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 30 mil pessoas por dia.